15 de ago de 2017

Afinal, o que é minimalismo?

Primeiramente, gostaria de dizer que este é o post de número 100 aqui do blog, isso pode parecer irrelevante, até porque já fazem mais de dois anos que ele existe e 100 é relativamente um número baixo, porém pra mim significa mais do que um número, significa que eu resisti ao ímpeto de excluir tudo e fingir que nada existiu, significa que eu consegui por 100 vezes me expressar de uma maneira que não faria em nenhum outro lugar, que por 100 vezes eu fui forte e consegui por pra fora as coisas que me sufocavam ou então consegui compartilhar coisas que me faziam bem. Obrigada por quem está aqui e fez parte desses 100 posts de alguma forma e seguimos o baile.

Segundamente, achei que deveria explicar mais sobre o que é esse minimalismo que eu tanto falo por aqui. Levando em consideração que muitas pessoas sabem, mas que também ninguém tem a obrigação de saber e antes de continuar falando sobre isso deliberadamente creio que é bom explicar o conceito e dizer o que significa pra mim ser, ou tentar ser, minimalista.

O conceito minimalista surgiu a partir de uma série de movimentos artísticos e culturais lá no século XX, principalmente nas artes visuais, no design e na música, mas que foi se ampliando para diversos outros campos, como por exemplo: a moda. É na moda onde mais ouvimos falar sobre o assunto, mas não se trata só disso, o minimalismo pode ser dividido em duas ramificações que podem em algum momento se juntar ou não: minimalismo estético e minimalismo filosófico.


MINIMALISMO ESTÉTICO: é o que vemos na moda ou na arquitetura por exemplo, uso de menos linhas, menos cores, priorizando as linhas simples e retas, resumindo: procura utilizar o mínimo de recursos possíveis e ainda assim, fazer com que tenha uma aparência atrativa.

MINIMALISMO FILOSÓFICO: é o que eu busco e que mais do que estética, significa um estilo de vida: focar seu tempo e seu dinheiro em coisas/experiências que realmente importam. Viver sem excessos e focar no essencial. Não é ter menos do que precisa, mas ter o suficiente.

Gosto muito do manifesto que a Camile Carvalho nos apresenta sobre essa filosofia de vida que é exatamente o que eu considero como minimalismo:

"É não se deixar levar pela correnteza. É comprar sem culpa, mas com consciência, sabendo que aquilo que está adquirindo é realmente útil e necessário. E saber que tudo o que temos em casa, há uma finalidade. É não deixar objetos e roupas estagnados num canto, acumulando poeira enquanto há tantos que precisam. É viver com menos preocupações."

Existem várias definições que podem nos dar um norte quanto optamos por essa escolha, porém para ser minimalista não existem regras, porque cada um sabe o que é importante para si mesmo, então somos nós que criamos as regras, já que esta mudança está ligada diretamente ao que cada um entende como felicidade. Pra mim, minimalismo vai muito além das coisas, das posses, do ter... está mais relacionado ao ser, porque há um tempo atrás estava me sentindo muito sufocada com inúmeras tarefas, afazeres, pensamentos e preocupações que não me faziam chegar a lugar nenhum. Depois que comecei a ler sobre o assunto e pescar aqui e ali alguns conceitos e definições que pude trazer pra minha vida, iniciou dentro de mim um processo de "libertação" desses excessos e um caminho para focar no essencial, seja na vida, nas coisas e até nas preocupações, principalmente quando tenho que lidar com a famigerada ansiedade, o minimalismo me ajuda muito.

O minimalismo é um desafio e você só deve encarar se estiver realmente determinado a isso porque se você for uma pessoa materialista ou que acumula diversas coisas ou sentimentos pode ser que o processo seja um pouco doloroso, mas é algo extremamente recompensador e diria até libertador.

2 comentários:

  1. Eu quero muito adotar o minimalismo na casa toda, mas meu namorado não consegue desapegar, vou marcar um psicologo pra ele conversar com ele, ele tem tendencias de acumulador e tem roupa demais, coisa de muitos anos que ele não vai usar mais, que estão aqui ocupando espaço. Eu já separei muita coisa minha mas não encontro o descarte, não sei onde posso doar, as campanhas de agasalho já acabaram e eu fiquei sem saber muito o que fazer, o importante é que estou indo atrás.

    Beijos da Carol do blog Pink is not Rose 🖤

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  2. Oi, eu de novo!
    Obrigada pela sua explicação sobre minimalismo. Eu não sabia direito o que era!
    Um momento que aprendi sobre o minimalismo: asssistindo Mogli. Quando ele e o Balu e o Bagera cantam "necessário, somente o necessário, o extraordinário é demaaaais"! xD
    Além disso, eu vejo o minimalismo em outras coisas, mas não necessariamente com esse título. Por exemplo, na meditação, ter o mínimo de pensamentos; na dieta, ter aquilo que é essencial ao bem-estar do organismo; na religião, a caridade (doar aquilo que se tem demais); na yoga, fazendo exercício por si mesmo.
    Acho que tá tendo bastante minimalismo disfarçado por ai!
    Então... viva a leveza que o minimalismo traz! :D

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